quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Para professores em planejamento

Para professores em planejamento
Em dias que antecedem o início do ano letivo, professores se reúnem na escola para criar ações pensando sobre quais seriam os passos corretos para desempenhar ao máximo o seu papel como educador. É um momento importantíssimo, uma vez que busca-se construir uma reflexão sobre a eficácia do seu trabalho enquanto docente.
Pensando nesses encontros, lembrei-me da obra do pensador francês Philippe Meireu Carta a um jovem professor, publicado no Brasil pela Artmed e que li em 2005. Nesse trabalho, em especial, no capítulo 4, titulado "Queremos ser eficazes, mas não em qualquer condições", P. Meirieu evidencia que o processo de aprendizagem do aluno passa necessariamente por uma verdadeira operação mental e não por uma aquisição de reflexo condicionado, sustentado e escorado em regras prontas que o aluno não consegue compreender.
Tal afirmação apresentada pelo autor, possibilita realizar uma inferência no tocante prática docente. Os professores até sabem elaborar uma sequencia de aprendizagem, uma situação-problema, um problema-aberto ou uma auto-socioconstrução de saberes. Porém, devem ampliar seus olhares buscando ir além , percebendo o incrível protagonismo de seus alunos que aspiram se apropriar do mundo cotidiano, nos quais vivem. Será que a escola está preparando os alunos para apropriar-se do conhecimento que eles necessitam para suas vidas?
Outro ponto importante para pensar em um planejamento escolar são os "riscos da didática a qualquer preço". Segundo P. Meirieu, existe um perigo na busca obstinada pela racionalização das aprendizagens. "Algo como uma necessidade de apoderar-se do espírito do outro e de dirigí-lo em tempo real."
Pensando nisso, acredito ser possível repensar a prática docente e a tal eficácia do trabalho do professor sem ficar preso somente a indicativo/indicadores de êxitos escolares. Que tal um outro olhar, um outro prisma? Que tal calcular a prática da cidadania entre os alunos? Que tal conseguir avaliar suas capacidades de argumentações quando são injustiçados? Ou mesmo que tal avaliá-los além dos muros escolares, quando falam como sujeitos de uma história e não apenas como alunos?
Buscando essas situações, talvez realmente seja necessário repensar o sistema avaliativo da escola... Quem sabe seria possível encontrar mecanismos para mensurar a busca das verdades, o pensamento crítico, a referência a história e a cultura, o cuidado com a precisão e a perfeição e o acesso a autonomia dos alunos?
Talvez pensar a escola diferente seja uma postura utópica ou a crença em uma  grande epopéia. Mas, por outro lado, acredito que os professores tem em suas mãos e mentes a incrível capacidade de transformar mundos e criar grandes possibilidades de realizações em seus alunos. Para isso é importante que os docentes se coloquem como questionadores as imposições que ainda se faz, cada vez mais presente, nos sistemas educacionais dos famigerados modelos liberais de ensino. Professores, construam seu projeto de ensinar, coloquem seus saberes em prática oportunizando o sucesso de seus alunos. Assim um professor libertário nunca morre! Vai viver sempre nos corações e mentes de seus alunos!
Escrito por Fabio Augusto de Oliveira Santos e publicado no blog SementesDeMentes

Uma conversa entre professores

Uma conversa entre professores

Será que existe realmente um abismo entre nós? Somos professores!!! Eu me espelho em você, te ouço, dialogo, divido angústias, faço reclamações, compartilho vitórias, comemoro sucessos. Vivemos realidades próximas, temos posicionamentos ambientados em um mesmo contexto, compartilhamos tendências pedagógicas, sejam elas piagetianas, vygotskyanas ou freirianas, e até mesmo construímos, sob um mesmo prisma, reflexões sobre o que fazer com um aluno que não consegue aprender ou mesmo sobre uma sala que insiste em se manter indisciplinada...
Nesse ínterim que parece tão próximo, a questão que se coloca é: temos as mesmas perspectivas? Os mesmos sonhos? As mesmas crenças? Compartilhamos da mesma utopia? Temos os mesmos ideais? O que queremos na educação?
Sempre imaginei a possibilidade da emancipação da pessoa através da liberdade e da igualdade, e que, através dessa interligação, a justiça social brotaria pelo processo educativo. Escolher ser professor foi uma tentativa de pensar um mundo diferente, acreditando na construção de uma sociedade que combatesse a desigualdade, o individualismo e a alienação daqueles que estivessem envolvidos diretamente no processo de educar.
Partindo desse prisma você exulta: pensamos de forma parecida!!! É possível transformar a sociedade pela educação!!! Temos o mesmo projeto: acreditamos que a educação é a energia necessária para a grande revolução social!!!
O problema é que no contexto em que estamos inseridos os acontecimentos não são tão óbvios e simples assim... Precisamos entender a complexa rede em que a educação está inserida, principalmente quando assume o status de paradigmas associados à divisão das classes sociais, do não acesso aos bens duráveis, da falta de qualidade de vida, da ausência da inclusão social, da falta de perspectivas de futuro e na ação avassaladora sempre presente neste início da década de 2020: a força do mercado e suas conjunturas.
Insisto em te fazer pensar: somos o tudo ou o nada? O pouco ou o muito? A diferença ou a igualdade? A soma ou a subtração? Na verdade, quando assumimos que somos sujeitos históricos de uma determinada estrutura, aceitamos que podemos compartilhar alguns denominadores comuns... Um deles está presente nas obras de Jean Paul Sartre, que afirma que quando nos inserimos na evolução histórica, ganhamos a esperança e com ela as forças determinantes das revoluções e insurreições. Eduardo Galeano também apresenta sua contribuição quando faz referência à questão da utopia. Segundo ele, quando temos pensamentos utópicos, começamos a acreditar na força do horizonte, e a crença na sua existência nos faz caminhar, nos tirando da zona de conforto e do comodismo que muitas vezes impera no ser humano.
Na labuta diária, talvez tivéssemos algo para nos unir ou separar: a aposta no futuro!!! Na verdade, acho que esse seja o nosso divisor de águas, tornar-se professor me fez acreditar que o êxito no processo ensino-aprendizagem passa obrigatoriamente pela incrível capacidade de subvertermos a nossa própria história futura. Acreditar no futuro é termos razões que estão acima da luta e da esperança, é algo que está presente em nossas experiências diárias, algo que vai além de uma atividade banal, de um exercício irrelevante ou de uma resposta boçal de nossos alunos. Apostar no futuro, é segundo Philippe Meirieu não cruzar os braços, é construir um horizonte respaldado na inteligência e na liberdade, é assumir nossa cultura, é enfim, a reinvenção do possível e a solidariedade do coletivo.
Agora se você professor, após a reflexão, percebeu que não há nenhum abismo entre nós, dê uma volta ao seu interior e redescubra a partir de sua própria essência, a retomada do seu projeto de ensinar. Encontre no seu ofício as razões para não perder suas esperanças e aposte no futuro. Não se esqueça, nós somos o futuro!!! Junte-se a nós!!! Eu acredito nisso... Você também, não é mesmo?
Escrito por Fabio Augusto de Oliveira Santos e publicado no blog SementesDeMentes:
www.sementesdementes.com

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Sisu - Como funciona

Prestou o Enem e agora vai se inscrever para o Sisu? O artigo abaixo vai te possibilitar a compreensão de quais os procedimentos necessários para que consiga encontrar sua vaga em uma universidade pública.

Segue o link:
https://www.bbc.com/portuguese/brasil-51188059

O que é ilustração científica?

O que é ilustração científica? Como ela se distingue da ilustração técnica? Quando a arte serve aos propósitos da ciencia, as prioridades mudam e o senso estético torna-se menos importante que a confiabilidade.

Leia artigo completo aqui:

https://www.blogs.unicamp.br/coloraci/2019/12/18/comunicando-ciencia-parte-1/

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

Gilberto Gil

Minha ideologia é o nascer de cada dia
E minha religião é a luz na escuridão - Gilberto Gil

segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

Nunca! Nunca!


Nunca deixe a criança que existe dentro de você morrer!